Apresentação do estudo Análise Estratégica para o Desenvolvimento da MPYME em Iberoamérica
RELATÓRIO MPYME IBEROAMÉRICA 2011 Santander, junho de 2012
Apresentado na UC, o segundo estudo sobre a mPyme iberoamericana que confirma que as empresas jovens e profissionalizadas enfrentam melhor a crise. FAEDPYME analisou as debilidades e fortalezas de 1.989 empresas em 20 países de Iberoamérica. Um estudo realizado pela Fundaçao para a Análise Estratégica e Desenvolvimento da Pequena e Media Empresa (FAEDPYME) revela, novamente, que as empresas iberoamericanas com um perfil mais jovem, competitivo, inovador e internacionalizadas são as que possuem uma melhor posição competitiva diante dos seus competidores e, por tanto, em condições mais favoráveis para enfrentar o cenário atual de crise econômica mundial. Este relatório realiza uma análise da situação da micro, pequena e media empresa em Iberoamérica considerando sua estratégia e principais fatores competitivos, sua estrutura organizativa e de recursos humanos, seus indicadores de tecnologia, qualidade e inovação, seus aspectos contábeis e financeiros e seus indicadores de rendimento, oferecendo uma radiografia geral da situação atual do tecido empresarial das Pyme da região e de quais são suas fortalezas e debilidades, identificando seus fatores de sucesso e, por tanto, que tipo de empresas estão melhor preparadas para superar a crise. Além disso, contém algumas propostas de atuação para a melhoria da competitividade das empresas.
O ato contou com a presença do Reitor em funções da Universidade de Cantabria, Fernando Cañizal, o Secretário Geral Iberoamericano, Enrique V. Iglesias, já que a SEGIB colabora na difusão dos trabalhos da Fundaçao e na sua sede em Madrid foi apresentado, em julho de 2010, o primeiro "Relatório mPyme Iberoamérica 2009. FAEDPYME", o Diretor Adjunto para Europa da Corporaçao Andina de Fomento (CAF), Gonzalo de Castro e os Diretores Gerais de UCEIF e FAEDPYME, Francisco Javier Martínez e Domingo García. A Fundaçao para a Análise Estratégico e Desenvolvimento da Pequena e Media Empresa (FAEDPYME), responsável pelo estudo, foi impulsionada pelas Universidades de Cantabria, Murcia e Politécnica de Cartagena, junto com a Fundaçao UCEIF, o Santander e a Fundaçao Cajamurcia, contando com o apoio da Conselheria de Economia, Fazenda e Emprego do Governo de Cantabria e o Instituto de Fomento da Regiao de Murcia. Seu objetivo geral é oferecer um espaço de colaboração, dentro dos âmbitos econômico e social da mPyme, para realizar atividades e trabalhos de estudo, docência e pesquisa, assim como facilitar e promover o intercâmbio de informação e conhecimento, o assessoramento e o desenvolvimento de projetos de interesse comum que contribuam ao bem-estar dos povos. Para tal fim sustenta uma Rede de pesquisadores iberoamericanos. Melhoria da expectativa e evolução de emprego e vendas. Durante a apresentação dos resultados da pesquisa, o professor Martínez García explicou que esta desenha um perfil do tipo de empresa, marcado por ter uma antiguidade média de 17 anos, seu carácter familiar (70,4%) e societário (82,3%), por ter no comando um diretor de 45 anos com estudos universitários (76,6%), por ter algum tipo de inovação (74,7%) e estar internacionalizada em 38,6%, que são as que realizaram exportação ao longo de 2011, o que supõe obter de dita atividade um 36,4% de seu faturamento. Este perfil apresenta, de acordo com o estudo realizado em 2009, um leve descenso no peso de entidades familiares e maior peso das entidades de tipo societário, mais gestores com formação universitária e um significativo incremento da inovação e a internacionalização.
Com relação à primeira variável (clima empresarial), 34,8% das empresas entrevistadas considera que se mantém estável, diante de 14,1% que aprecia uma deterioração e 51,1% que observa uma melhoria. isso supõe uma melhoria das expectativas respeito a 2009, já que naquele momento 34,7% apreciavam um deterioração e só 26,8% uma melhoria. As empresas com uma percepção mais favorável são as de maior dimensão, as mais jovens (no anterior informe eram as mais antigas) e as do setor de serviços. Com relação à avaliação de emprego e volume de negócio, só 8,3% tem previsto diminuir seu quadro de funcionário, diante dos 29,0% das empresas que têm previsto para 2010, e 7,0% prevê uma queda das vendas, enquanto que essa previsão era de 40,7% no relatório de 2009. O estudo mostra uma melhoria muito significativa da avaliação e expectativas no emprego e nas vendas. A pesquisa revela que são as pequenas empresas as menos afetadas na queda do emprego e as microempresas na diminuição das vendas. Assim, só 21% das microempresas estima uma redução de emprego. Continua frágil a vinculação das empresas com o desenvolvimento tecnológico.
O relatório destaca que continua sendo problemático o acesso ao financiamento e que as utilidades são os fundos mais utilizados para realizar as inversões, ainda que as empresas mais jovens necessitem sustentar-se com recursos próprios aportados pelos proprietários. Falta uma cultura e um entorno que facilite o endividamento sustentável.
Entre as debilidades mencionadas no relatório está a necessidade de apostar por processos de qualidade, que vão sendo assumidos e promovidos, ainda que com certa lentidão em resultados, e a vinculação das empresas ao desenvolvimento tecnológico, pouco mais de 60% das que utilizam tecnologia consideram que se apresenta como forte ou boa, diante de pouco mais de 39% que manifestam utilizar tecnologia sustentável ou débil. Além disso, ainda que haja uma alta resposta às mudanças e melhorias realizadas nos últimos anos, principalmente em inovação em produtos e serviços e menos em processos e em sistemas de gestão, são muito reduzidas as alianças e cooperações para atividades de I+D+i. O Relatório volta a oferecer, como ocorrido há dois anos, um padrão determinado de perfil e comportamento entre aquelas empresas que têm uma posição competitiva vantajosa com relação à concorrência: são de tamanho médio, muito jovens, não são familiares, têm um gerente com estudos universitários e contam com um plano estratégico formalizado. Além disso, têm maiores porcentagens de acordos de cooperação com outras empresas (especialmente nas áreas de logística e de I+D), seguem uma estratégia competitiva exploradora, contam com áreas organizativas diferenciadas, têm uma política de recursos humanos definida, contam com uma posição tecnológica forte, obtiveram certificados de qualidade, promovem a inovação e fazem um uso avançado das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs). Além do mais, a pesquisa constatou que as empresas com uma melhor posição competitiva têm implantada a contabilidade de custos, utilizam orçamentos de ingressos e gastos anuais, fazem uma análise mais detalhada da situação econômico e financeira, e, para tomar decisões de inversão, apoiam-se mais em utilidades retidas e em contribuições de capital. O Relatório mPyme Iberoamérica foi dirigido pelos professores Domingo García Pérez de Lema (Universidade Politécnica de Cartagena), Francisco Javier Martínez García (Universidade de Cantabria) e Antonio Aragón Sánchez (Universidad de Murcia), que coordenaram uma equipe de pesquisadores formada pelos também doutores Marcos Antón Renart, Antonio Calvo-Flores Segura, Juan Patricio Castro Valdivia, Antonio Duréndez Gómez-Guillamón, Ana Fernández Laviada, Antonia Madrid Guijarro, Javier Montoya del Corte, Alicia Rubio Bañon, Gregorio Sánchez Marín e Francisco Manuel Somohano Rodríguez. Sua edição contou com o patrocínio, desde México, de PriceWaterhouseCoopers. |
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REUNIÃO DA COMISSÃO EXECUTIVA DA AUIP 27 e 28 de setembro de 2012
Universidade Carlos III. Madrid, Espanha A convite do Sr. Daniel Peña Sánchez de Rivera, Reitor Magnifico da Universidade Carlos III de Madrid, a Comissão Executiva da AUIP reunir-se-á em Madrid, Espanha, com o propósito de dar seguimento à gestão acadêmica, administrativa, financeira e corporativa da Associação, traçar políticas de desenvolvimento institucional e estudar as solicitações de vinculação de várias instituições Iberoamericanas de educação superior.
A ocasião será propicia também para concertar acordos a favor do desenvolvimento acadêmico e internacionalização de nossas instituições e fortalecer o sistema de cooperação universitária internacional.
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